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Irregularidade

GDF quer saber quanto custará mobiliar e equipar Centro Administrativo

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Anunciado como uma imponente obra que reuniria em Taguatinga diversos órgãos do GDF, o Centro Administrativo nunca foi usado. No momento, o Palácio do Buriti e a Centrad, concessionária que administra o empreendimento formada pela Via Engenharia e a Odebrecht, analisam a rescisão do contrato. Análise que parece estar perto do fim, já que o governo local dá mostras de que pretende ocupar o prédio, que custou R$ 1 bilhão, ainda este ano.

O Diário Oficial do DF desta quinta-feira (16/2) trouxe portaria criando um grupo de trabalho para orçar quanto custaria aos cofres públicos mobiliar o espaço e dotá-lo de equipamentos de tecnologia, como computadores. Apesar de o local ter começado a ser construído em 2011, o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) afirma que nunca foi feito um estudo para saber o custo efetivo para tornar o centro utilizável.

A ideia da secretária de Planejamento, Leany Lemos, é saber se é possível economizar utilizando os móveis já existentes nas atuais unidades governamentais, quanto se gastaria para desmontá-los, transportá-los para Taguatinga e montá-los novamente.

Além disso, o governo quer saber quanto mais seria necessário desembolsar para a compra de novos móveis e equipamentos. O prazo para a apresentação do estudo comparativo de viabilidade é de 120 dias.

Sem acordo
A Centrad alega que, após investir mais de R$ 1 bilhão no empreendimento, ainda não recebeu um centavo sequer pela obra, construída na modalidade Parceria Público-Privado (PPP). Pelos termos iniciais do acordo, o GDF deveria ter iniciado pagamentos de R$ 3,26 milhões mensais em julho de 2014. Sem os repasses, a Centrad propôs a rescisão contratual, mas espera receber uma indenização pelos gastos desembolsados até agora. No entanto, o valor pleiteado não foi divulgado.

O consórcio não divulga o valor mensal gasto para manter o Centro Administrativo inoperante, mas há equipes de segurança 24 horas por dia, além de pessoas responsáveis pela limpeza e pela manutenção da estrutura física. O GDF informou, via Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), que a proposta apresentada pela concessionária em 10 de outubro do ano passado ainda está sob estudo.

A obra foi inaugurada em dezembro de 2014, por Agnelo Queiroz (PT), no último dia dele no cargo de governador. Mas uma série de pendências jurídicas impediram a liberação do local.

No ano passado, o Metrópoles mostrou que o empreendimento foi alvo de uma auditoria da Controladoria-Geral do DF que encontrou diversas irregularidades. A reportagem selecionou as 20 mais graves:

Mega empreendimento
O empreendimento começou a ser construído em 2011 em uma área de 182 mil metros quadrados, em Taguatinga. A previsão é receber pelo menos 11 mil servidores públicos. São 14 prédios de até 16 andares. Há ainda Centro de Convivência, Centro de Convenções, Marquise Cultural com anfiteatro e área verde de 61 mil metros quadrados.

Entre os órgãos que devem ser transferidos para o local estão a governadoria, a vice-governadoria e parte das secretarias do DF.

Cerca de 3,6 mil pessoas participaram da construção do empreendimento. De acordo com a Centrad, a obra está 96,5% concluída. Ao longo da construção, foram usados 45 mil metros cúbicos de concreto, 5.500 toneladas de aço e outras 520 toneladas de estrutura metálica.

(Totalmente incorporado do Jornal Metrópole)

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